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Um grupo formado por mais de 56 pessoas, incluindo dezenas investidores nacionais e estrangeiros, se reuniu esta tarde (31), remotamente, com os governos federal e gaúcho para avaliar oportunidades em torno do projeto da termelétrica com terminal de gaseificação em Rio Grande (RS).

No encontro aberto pelo senador Lasier Martins (Podemos-RS), que é um dos maiores defensores do empreendimento, os participantes, incluindo técnicos e parlamentares, conheceram um amplo mapa de negócios ancorados na geração de eletricidade, alcançando os ramos residencial, comercial e de transporte, apresentado pelo secretário estadual de infraestrutura e meio ambiente, Artur Lemos Júnior.

“A reunião de hoje pode ser a largada para a retomada do projeto cercado de grande expectativa par os gaúchos”, afirmou o senador na abertura dos trabalhos.

A larga demanda reprimida no Rio Grande do Sul, a modernização do sistema estadual de licenciamento ambiental, as privatizações do setor em curso no estado, particularmente da distribuidora SulGás, e o futuro marco regulatório criam o contexto favorável ao investimento de R$ 3 bilhões.

Os investidores ficaram atentos à garantia de oferta de gás para fazer frente ao consumo atual e futuro e às ramificações do projeto orientado para uma perspectiva de autossuficiência energética e de desenvolvimento de toda a Região Sul.

O secretário de planejamento e desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Reive de Barros, explicitou a intenção do governo de realizar leilões de potência e de geração de energia até dezembro de 2021 para garantir as necessidades das distribuidoras e abrir espaço para a termelétrica de Rio Grande.

“Queremos dar rentabilidade às iniciativas e sustentabilidade ao sistema de consumo regional e o Rio Grande do Sul tem todas as condições para levar adiante um investimento desta monta”, sublinhou.

Na primeira reunião regional organizada pelo MME para tratar de investimentos em energia, foram avaliados aspectos da logística, do abastecimento e da geração termelétrica. “A usina tem a vantagem de ancorar preços e criar oportunidade de desenvolver mercado secundário para o gás”, acrescentou Barros.

Em sua longa apresentação, o secretário Artur Lemos apontou o gás natural como vetor para o desenvolvimento do estado a partir de 2021. A termeletricidade serviria, na opinião dele, para dar apoio à geração de energia renovável, com quase 80% da matriz local, com destaque para a eólica (21%), garantindo geração em períodos climáticos adversos.