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O senador Lasier Martins (PSD-RS) e outros parlamentares do Rio Grande do Sul se reuniram ontem (12) com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para exigir a retomada urgente das obras da BR-116. Acompanhados de prefeitos e empresários, eles também pediram uma previsão de recursos no Orçamento federal de 2018 e 2019, para concluir a duplicação da rodovia.

Durante a audiência, Lasier cobrou do ministro uma posição sobre o que é possível se fazer no momento, considerando a necessidade de cortes orçamentários. “A população da metade sul do estado aguarda solução. Sabemos que o governo é vítima da situação econômica do país, por isso precisamos de sinceridade sobre qual ajuda financeira pode ser oferecida”, argumentou.

Padilha respondeu que o governo depende de melhora na arrecadação, o que pode ocorrer nos próximos meses com a reação da economia, para atender esta e outras demandas importantes. “Vamos ter agora a chance de alguma liberação de contingenciamento em 2017 e, para 2018, é com o Congresso. A bancada tem que trabalhar na Comissão de Orçamento para que na dotação orçamentária dos ministérios destinada ao Rio Grande priorize a BR-116”, explicou. Os parlamentares gaúchos devem destinar em 2018 à rodovia R$ 150 milhões via emenda coletiva ao Orçamento federal.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES no Senado aprovou esta tarde (12) dois dos três requerimentos de convocação apresentados pelo senador Lasier Martins (PSD-RS), para ouvir o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ex-presidente do banco, Luciano Coutinho. O plenário também tinha aprovado o terceiro pedido do senador gaúcho, direcionado ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Mas, após agressivos protestos dos membros petistas, que chegaram atrasados à votação, o presidente da CPI, Davi Alcolumbre (DEM-AP), recuou e indeferiu esse resultado em particular mediante acordo. O requerimento será reapresentado. Os três requerimentos (8, 9 e 10), apresentados no último dia 4 por Lasier, constavam na pauta da reunião de hoje da CPI e foram votados com quórum necessário, uma hora após a sessão ser aberta. “A sociedade exige mais seriedade dos parlamentares. Não podemos permitir que se confirme o sentimento geral de que as comissões de inquérito não resultarão em nada, que acabarão em pizza”, desabafou ele. O senador argumentou que, a despeito do momento conturbado que o país atravessa, a CPI precisa ouvir as três personalidades mais identificadas com relações promíscuas estabelecidas entre BNDES, governo e empreiteiras. “Essas são as figuras óbvias a serem ouvidas”, frisou. Lasier, que também é membro da CPI mista que apura irregularidades do Grupo JBS, se opôs à indicação do deputado governista Carlos Marum (PMDB-MS) como relator dessa comissão. “PT e PMDB não podem ficar com a relatoria, pois são os mais interessados em não deixar a CPMI esclarecer certos fatos”, explicou. “Não podemos correr o risco da desmoralização perante a imprensa e a opinião pública”.

Lasier critica falta de sinalização do Governo Federal em atender os pleitos do Rio Grande do Sul